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Page history last edited by elenicehahn@... 2 years, 6 months ago

 

 

 DOSSIÊ DE INCLUSÃO

 

A partir da proposta da interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais em relatar alguma experiência com Educação Especial, me lembrei imediatamente de uma criança que faz parte da minha família e se enquadra em várias situações mencionadas desde o início dessa insterdisciplina.

Tenho uma prima que está com doze anos, a Laura. Minha Tia  já tinha um filho de três anos, quando engravidou pela segunda vez, aparentemente teve uma gravidez normal. Porém quando minha prima estava com dois meses teve uma pneumonia gravissíma, quando ficou na UTI por vários dias, imaginavamos que ela não iria sobreviver pelo que os médicos falavam.

Laura sobreviveu, claro sempre com uma saúde bem frágil, no início achamos que era só isso, mas não foi. Ela foi crescendo e com isto aparecendo certas situações que revelavam que ela  era uma criança especial.

Meus Tios sempre muito dedicados começaram a frequentar vários médicos em busca de esclarescimentos, ela caminhava, não falava, fazia movimentos repetitivos.

Até que um dia um médico colocou para ele que o problema da Laura era bem complicado, pois ela era uma autista e também tinha um retardo mentgal.

Laura cresceu frequentando consultórios médicos, épocas sem crises agudas outras mais, ficando até sem se alimentar direito por vários dias.

MInha Tia com orientação de uma psicóloga, resolveu procurar uma escola para Laura, o que foi outro desgaste, pois várias  negaram o ingresso, argumentando não estarem preparadas para atender tal necessidade. Nem as escolas de educação especial, nem as escolas regulares.

Hoje ela estuda na 2ª série do ensino fundamental, tentando a inclusão, em uma escola de Porto Alegre.

 

 

 

 

Atividade 2

 

 

 

Desenvolvo minhas atividades em uma escola municipal localizada na sede do município de Três Cachoeiras. Ela possui 445 alunos, 36 professores e 10 funcionários, e atende alunos da educação infantil até a 8ª série.

Até este momento a escola possui 1 aluno com deficiência física (cadeirante), 21 alunos com deficiência visual (usam óculos), sendo que deste total apenas 1 apresenta dificuldades na aprendizagem.

Existe na escola uma preocupação para que todos os alunos consigam desenvolver seus potenciais, para isto a escola esta em constante acompanhamento da aprendizagem de cada aluno,  disponibilizando laboratório de aprendizagem  quando julga necessário aos alunos com dificuldades em determinadas disciplinas, isso ocorre no  turno inverso. A coordenação da escola, encaminha os alunos que apresentam alguma dificuldade para atendimento, psicológico, neurológico, oftalmológico, fonoaudiológico, psiquiátrico, dependendo de cada caso de aprendizagem.

Posso afirmar que esta escola busca diariamente se manter atualizada referente a Inclusão, visto que sempre que possível procura oferecer ao seu quadro de professores palestras, fóruns, oficinas, que tratam deste tema, procurando assim estar preparada para proporcionar uma aprendizagem de qualidade independente da dificuldade do aluno.

Possui também projetos de melhoria na estrutura física da escola, já que no momento existe salas que ainda não possuem acesso a cadeirantes.

Desta forma cumprindo o “Art.2º Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos.”

  Considero que essa escola vem se adaptando com o passar dos anos, buscando cada vez mais cumprir a Constituição Federal.

Acredito que a demanda na escola de alunos portadores de deficiência, só não é maior porque  possuímos no município uma Escola de Educação Especial _APAE. Na qual os pais acabam achando que seus filhos “diferentes” estarão mais protegidos.

 

Atividade 3

 

             No Município de Três Cachoeiras existem três escolas de ensino da rede municipal, duas destas são de ensino fundamental e a outra de educação infantil, cinco escolas da rede estadual, duas infantis particulares, uma escola de ensino médio particular e uma filantrópica de  Educação Especial João-de-Barro, a APAE.   

             A única escola especializada no atendimento de crianças com necessidades especiais, em município é a APAE. Ela tem matriculado 102 alunos, 42 alunos efetivos e o restante são de outras escolas e vem somente para receber serviços especializados como: estimulação precoce, terapia ocupacional, psicologia, psicopedagoga, fonoaudióloga, ludo terapia, fisioterapia, assistência social, etc.

          A demanda é grande nesta escola, gerando sempre uma lista de espera para os atendimentos, o que comprova que a Constituição Federal de 1988 a e Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional  não são cumpridas como deveria.        

             O texto Atendimento Educacional Especializado – concepção, princípios e aspectos organizacionais, de Denise de Oliveira Alves e Marlene de Oliveira Gotti nos mostram o desafio da educação brasileira, em relação a inclusão:

[...] Cabe ressaltar a necessidade de que o atendimento educacional especializado se dê em interface com o trabalho desenvolvido na sala de aula comum.(ALVES, p.268, 2006).

            Pois quando ainda não acontece a inclusão desejada, a relação entre os profissionais especializados e os professores deve ser de cumplicidade, de um trabalho em conjunto, para que o aluno seja observado em todas as suas potencialidades.  

 

             

Estudo de caso

            O aluno selecionado para o Estudo de Caso é A. M.C. nascido no mês de dezembro de 2002, na cidade de Torres.  Iniciou sua escolaridade em 2007 aos 5 anos em uma escola de educação infantil. O parecer da professora do apontava algumas dificuldades em relação à coordenação e fala. A mãe buscou atendimento com psicólogo e fono. Na metade do ano de 2008 a Mãe não contente com o desempenho do A.M.C, que se mostrava com muita dificuldade em fazer tarefas mínimas exigidas pela professora,  resolveu mudar de escola, pois a que ele freqüentava era composta por alunos bem mais novos que ele, esse era o motivo que a mãe achava que estaria prejudicando o desenvolvimento cognitivo da criança.

             Na escola nova de educação infantil o A.M.C, cursou o pré escolar, sempre sendo acompanhado por psicólogo e fonoaudiólogo,  o que ajudou bastante no desenvolvimento. Terminado o ano nesta escola.

             Agora em 2009 esta cursando o 1º ano do ensino fundamental de nove anos em uma escola estadual, continua com os atendimentos especializados na APAE (psico e fono), demonstra um amadurecimento, porém continua com dificuldades na fala o que prejudica sua alfabetização.

             Desde a sua chegada na escola, foi observado suas dificuldades e desde então vem tendo acompanhamento especializado, sempre na escola de educação especial, que é a que dispõe dos recursos necessários.

 

 

                                             Atividade  4

 

             O aluno A.M.C tem 06 anos, é uma criança muito carinhosa, ativa demais, pois ao falar, atropela as palavras por querer fazer tudo muito rápido.

              Ele mora na sede de Três Cachoeiras, com os pais e duas irmãs. Se pai é caminhoneiro e sua mãe do lar, ambos dedicados com o filho, porém o pai devido a sua profissão, não é muito presente o que percebo que faz falta para o A.M.C. A família tem uma situação finaceira razoável, procuram dar sempre os brinquedos que ele pede.

              A mãe acompanha o menino nos atendimentos que ele tem na APAE, no turno inverso da aula,  e leva e busca ele na escola Angelina Maggi, onde estuda o 1º ano de ensino fundamental de nove anos, fez bastante amizades no "colejão" como ele diz, só que no início do ano sua mãe teve que ir na escola, pois tinha alguns alunos que estavam brigando com o A.M.C, segundo ele sem motivo.Enfim é uma criança muito alegre e disposta.

 

 

 

Atividade 5

 

                 Foi observado, no aluno A. M.C, suas dificuldades já na primeira Escola de Educação Infantil que ele freqüentou, onde a professora chamou a Mãe  e relatou o que vinha observando no menino. Quanto a pronuncia das palavras que eram bem comprometidas, que necessitava do acompanhamento de uma fonoudióloga e uma agitação constante que demonstrava até uma falta de coordenação motora. A escola encaminhou o aluno para atendimento psicológico e  fonoudiólogico.

              A Mãe relatou que já havia imaginado que seu filho precisace  de um acompanhamento especializado. Procurou a APAE, aqui do município e consegui os atendimentos solicitados.  Mesmo com os atendimentos a Mãe resolveu trocar de escola, pois achava que seu filho não estava tendo progresso no desenvolvimento escolar, continuava com dificuldade na fala e se comportando como os coleguinhas que eram bem menores que ele, pois nessa escola ele era o único com 5 anos, os outros tinham até 3 anos e meio.

             Na escola nova de educação infantil o A.M.C, cursou o pré escolar, sempre sendo acompanhado por psicólogo e fonoaudiólogo,  o que ajudou bastante no desenvolvimento.

             Na APAE, além do atendimento psico e fono , encaminhou o A.M.C para atendimento neurológico, sendo realizados exames de eletroencefalograma, estes com resultados bons, sem necessidade alguma de medicação.

             Agora em 2009 esta cursando o 1º ano do ensino fundamental de nove anos em uma escola estadual, continua com os atendimentos especializados na APAE (psico e fono), contudo vem apresentado avanços regularmente na aprendizagem.

 

 

 

 

Atividade

Comportamentos observáveis

           O A.M.C  relaciona-se bem com todos no ambiente escolar, é uma criança ativa e carinhosa, consegue conquistar a todos com seu sorriso cativante.

          Como qualquer outra criança tem suas diferenças com outras crianças, mas tudo dentro do normal.No inicio deste ano, na escola nova, ele andou  apanhando de uns coleguinhas maiores, contou para sua mãe, e ela foi logo saber na escola o que é que estava acontecendo. Constatou que era realmente coisa de criança, porém pediu que a professora ficasse de olho para que não acontecesse novamente.

         Começou na escola na idade correta, iniciando com 6 anos completos o ensino de 9 anos, vem mostrando um bom desenvolvimento na aprendizagem, continua tendo acompanhamento na APAE, psico e fono, duas vezes por semana no horário inverso da aula.

       Sua mãe está sempre buscando auxiliá-lo em casa, nos exercícios da fono e nas atividades de tema da escola.

 

 

AVALIAÇÃO

 

 

Após ler os textos sugeridos para realização da proposto na unidade sete, constatei que a escola em que A.M.C esta inserido trabalha para que a inclusão realmente aconteça.

 

 Conforme abordou a autora Ana Carolina Christofari:

“Questões sobre como avaliar esses alunos, como oportunizar que tenham avanços, como avaliar sem rotular e excluir aqueles que apresentam dificuldades no processo de aprendizagem, ganharam espaço nas reflexões dos professores, tornando-se freqüentes e desestabilizadoras do ato educativo. Construir uma avaliação capaz de dialogar com as especificidades dos sujeitos, com a diversidade de olhares e concepções de mundo e de vida e costurar esse diálogo com fios flexíveis, elásticos, com as múltiplas vozes e saberes que se entrelaçam no interior do ambiente escolar, é uma tarefa árdua e lenta.”

 

 

 

Analisando as idéias apontadas no texto “Avaliação e Inclusão Escolar: Desafios, Conflitos e Possibilidades” de Ana Carolina Christofari, podemos encontrar algumas características e também contradições comuns ao Estudo de Caso até agora analisado.  Quanto à avaliação deste aluno ela se dá normalmente como os demais alunos da turma, por meio de parecer descritivo e através das observações diárias do professor. A escola trabalho com o método gempiano, construtivista, no qual o aluno é bastante cobrado, mas também muito valorizado toda a aprendizagem realizada.

Em uma sala de aula diversificada, onde o professor souber administrar bem o seu trabalho, sem discriminar e dar atenção a alguns, valorizando a todos e suas capacidades, as aprendizagens em meio a diversidades étnicas, culturais e especiais, os alunos desde cedo aprenderão a conviver em grupo respeitando uns aos outros em suas diferenças

Após a leitura do texto “Diversidade e currículo” de Lenise Caçula Pistóia , verifiquei que é muito importante que se tenha um bom currículo escolar e para que isso aconteça é necessário que ele seja elaborado com o intuito de atender a todos, não sendo diferenciado por suas necessidades especiais. A autora ainda nos fala que o ensino deva ser direcionado ao interesse do aluno, respeitando as suas capacidades cognitivas, pois cada um aprende ao seu tempo, ao seu modo. O que podemos fazer, segundo a autora é dar ênfase em atividades escritas, diálogos, debates e pesquisas auxiliando suas aprendizagens.

 

O A.M.C está alcançando, segundo sua professora, os objetivos propostos do 1° ano, superando com a ajuda da fono, sua dificuldade de pronunciar determinadas palavras, desta forma conseguindo reconhecer e escrever letras e palavras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       

 

 

 

 

 

Comments (10)

Graciela Rodrigues said

at 8:46 pm on Apr 6, 2009

Aguardo relatos, ok?

Graciela Rodrigues said

at 9:47 pm on Apr 15, 2009

Olá Elenice! Tens um estudo de caso interessante que pode te servir para as próximas unidades. Por isso leia as orientações que as unidades apresetam sobre a escrita do dossiê certo? Gostaria que tu comentasse um pouco sobre tua área de atuação, se está em escola no momento ou não. Aguardo.

elenicehahn@... said

at 7:40 pm on Apr 19, 2009

Olá Graciela! No momento não estou em sala de aula.

Graciela Rodrigues said

at 9:22 pm on Apr 28, 2009

Olá Elenice! Gostaria que incluísse as leituras da Unidade no seu relato, ele possui algumas reflexões suas que talvez você possa aproximá-las com o artigo lido na Unidade.

Graciela Rodrigues said

at 5:48 pm on May 10, 2009

Vamos para a Unidade 3. Complementação realizada.

Graciela Rodrigues said

at 11:26 pm on May 15, 2009

Elenice mesmo na inclusão é isto que se espera que a Educação Especial esteja próxima do ensino regular. Não esqueça que quando falamos serviços especializados não estamos nos referindo a escolas especiais e sim a salas de recursos ou outros serviços que dêem apoio a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. Seu estudo de caso está condizente com a proposta pois o aluno está na escola regular.

Graciela Rodrigues said

at 10:19 am on Jun 7, 2009

Olá Elenice! Dados contemplados para a unidade 4. Observe algumas escritas como: "um pouco ativa demais" reconstrua esta frase e a grafia de "rasoável" que é razoável. Bom trabalho esperamos a unidade 5.

Graciela Rodrigues said

at 7:28 pm on Jun 18, 2009

Aspectos relativos aos diagnósticos e atendimentos complementares do aluno contemplados. Por favor, revise e escrita de algumas palavras como por exemplo:" precisace". Abraços.

Graciela Rodrigues said

at 7:06 pm on Jun 22, 2009

Unidade 6 contemplada, boa continuação!

Graciela Rodrigues said

at 11:09 pm on Jul 7, 2009

Olá Elenice! Seu texto contempla parcialmente a unidade. Você não evidencia suas aprendizagens com relação ao estudo de caso, gostaria que explicasse brevemente o que é o "método gempiano" pois não está claro. Aguardo.

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